O que sei, sei para quê? O que sou, sou para o quê?

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Sempre foi e penso que será (e já estou eu aqui realizando uma previsão) a obsessão humana de conhecer o futuro. A literatura, com o espetacular The Machine Time de H.G. Wells publicado 1895, animações como The Jetsons de 1962, seriados como Star Treck e cinema como Blade Runner e Back to the Future, para citar algumas homenagens, são influenciados e, como um vórtice, influenciarão as fantasias e os desejo de conhecer o futuro. Tanto quanto saber o que há “lá fora”, saber o que acontecerá é algo que mexe com a imaginação de milhares de pessoas.

Prever o Futuro, Planejar? Não, mais do que isso. Muito mais! Estou falando de Pensar o Futuro

No mundo exponencial que estamos vivendo, pensar o futuro e as suas tendências – Future Trends – tem se tornando uma obsessão necessária não somente para apresentar inovações que surgem por conta dos avanços exponenciais das tecnologias, capitaneadas pela A.I., mas também para alertar a humanidade dos efeitos decorrentes dessa revolução. Não há ação sem consequências. Isso é básico. E o que normalmente gera o “Mimimi” são as ações cujas as possibilidades de consequências não foram previstas. Então, pensar nas consequências suaviza as reações decorrentes dos resultados. Isso também é básico. E amplamente praticado por modelos de desenvolvimento humano e de produtos e serviços.

E as consequências não estão restritas ao acesso e uso de novos produtos e serviços, mas também, sobretudo e profundamente, sobre os novos modelos de vida, trabalho e relacionamentos que já estamos vivenciando e ainda vamos vivenciar.

E aqui há a dualidade: Que legal! E agora?

Que legal! Tudo será mais fácil, com mais usabilidade, mais segurança, mais qualidade de vida, tudo mais rápido, mas interatividade. O mundo plenamente conectado. Inteligências artificiais sendo testadas a todo momento. A robótica atingindo altas performances. Novas fontes de energia sendo testadas. Wearables e Insideables. Meios de comunicação e transportes que vão alterar os conceitos de onde moro/onde trabalho. Tecnologias na área de saúde revolucionárias. Uau, uau, uau!!!

E agora? O que sei, sei para quê? O que sou, sou para o quê? Que conhecimentos devo desenvolver? Quais competências serão requeridas? 2017 e ainda o sistema educacional avalia Conhecimento aprendido! Longe de um modelo que desenvolva e incentive a capacidade de Aprender e Criar! Estudo da Foundation for Young Australians (FYA) aponta “que 60% dos jovens entram no mercado de trabalho em empregos que serão radicalmente afetados pela automação dentro dos próximos 10 a 15 anos”. Diversos estudos apontam para o fim de dezenas de profissões e o surgimento de tantas outras que ainda não estão qualificadas. A distância entre a abundância e escassez cada vez mais evidente. Elon Musk e Mark Zuckerberg provocam a discussão de uma Renda Mínima Universal.

E as relações? Como ficam as relações humanas em um mundo tão conectado e tão pouco relacionado. Em que as manifestações pessoais, cada vez mais voraz e menos pacientes, ganham voz sob a cortina de redes sociais?

Não podemos excluir nunca deste “admirável mundo novo” a participação da humanidade. O que nos manterá como seres humanos para podermos usufruir o melhor de tudo isso? Não creio em fórmulas prontas, mas no processo permanente de entendimento e colaboração. Assim, tenho nos meus posicionamentos, os pilares do Design Thinking: Empatia, Colaboração e Experimentação.

Ser empático, colaborar e se permitir experimentar. Três atitudes que serão (nova previsão) essenciais neste mundo exponencial. Necessárias aos relacionamentos. Que permitirão manter o respeito e a convivência humana.

Se colocar no lugar, viver e compreender a experiencia. Colaborar para a convivência. E experimentar as possiblidades, antes de pré-julgar.

Que venham todas essas mudanças. Vamos Pensar no Futuro. Vamos Pensar para o Futuro. Que possamos experimentar todas as essas mudanças com empatia e colaboração.