A gamificação e a disrupção na Educação gerando oportunidades?

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E vamos transformar o país pela educação com gamificação e tecnologias disruptivas!

A Educação está e irá enfrentar mudanças necessárias para atender as competências do novo mundo exponencial.

Não é uma questão de “será”? E sim de “quando”?

Curadoria: Jackes Heck

Fonte: https://www.pressreader.com/brazil/valor-econ%C3%B4mico/20180905/282200831802083

Transformação pode abrir oportunidades para trabalhadores

Valor Econômico 5 Sep 2018 Michel Alecrim

O surgimento de tecnologias consideradas disruptivas é em alguns casos visto como uma ameaça em diferentes setores da economia — com potencial para modificar cada vez mais operações, empregos e o resultado financeiro das empresas. Porém, também pode significar a abertura de oportunidades para profissionais e investidores. Que o diga o administrador de empresas Ricardo Sondermann, de 55 anos, da 818, empresa de consultoria sediada em Porto Alegre (RS), voltada para o setor educacional e de treinamento. Segundo ele, métodos baseados na gamificação estão se mostrado muito eficientes na retenção de conhecimento e vêm sendo adotados por escolas e empresas.

“A educação é um setor que vai passar por uma grande transformação nos próximos anos. Por conta da grande quantidade de informações que recebemos, surge o desafio de evitar a desatenção e fazer com que principalmente as crianças possam reter o que realmente é importante para sua formação. É a chamada economia da atenção que ensina de forma prazerosa e motivadora”, explica.

O engenheiro americano Jacob Rosenbloom, 35 anos, que mora no Brasil há mais de dez anos, lidera equipe de 40 profissionais na Levee e procura incorporar a inovação como lema na empresa de machine learning. “Quando a inovação é incorporada realmente como um valor para a empresa, o resultado tende a ser exponencial. Ela tem que fazer parte da cultura da corporação e não ficar isolada como dentro de uma incubadora”, afirma Rosenbloom.

O pesquisador Antônio Marcos Alberti, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e coordenador do ICT Lab (Information and Communication Technology Laboratory), diz que a “abundância de tecnologia” pode trazer muitos impactos positivos. Sua equipe desenvolve projetos para tornar a infraestrutura das cidades mais inteligente, para melhorar o acesso à internet no meio rural e também de reestruturação da rede mundial de computadores.

Segundo ele, atualmente qualquer atividade humana pode vir a ser afetada por alguma tecnologia disruptiva e o maior impacto será sobre o modelo das organizações mais tradicionais. “Há uns dez anos, quando eu falava sobre inteligência artificial, as pessoas não davam importância, achando se tratar de algo de ficção científica. Mas nos últimos dois anos houve um avanço muito acelerado. Isso pode impactar bastante os governos e as empresas”, afirma.

Alberti avalia que as corporações terão que se adaptar e adotar estruturas mais horizontais e em rede. Deve ocorrer também uma maior descentralização das indústrias, com a capacidade cada vez maior de pequenos empreendimentos atingirem amplos mercados. “Ao mesmo tempo em que empregos tradicionais podem se perder, novas alternativas de negócios para os profissionais estão sendo criadas por esse empoderamento criado pela tecnologia. Se o nível educacional do país fosse mais alto, estaríamos mais preparados para as mudanças e tiraríamos mais proveito”, diz.

“O Brasil é um país gigantesco com uma massa de pessoas não atendida pelos serviços básicos. Acredito que há uma série de oportunidades que a tecnologia abre de gerar negócios para essas pessoas a custo baixo e encurtando distâncias”, destaca coordenador da educação executiva do Insper, de São Paulo.